Administrar Blog

Crie seu Blog Agora! Fácil e Grátis!

Protestos femininos!

japinha16 — 17-04-2008 GTM 1 @ 02:49

Continuação do tema :CANALHAS!
Para Carolina Leocadio, 28 anos, há muitas razões que justificam o sucesso dos homens na carreira de canalhas profissionais. "Pra começar, o fato de que há uma desproporção enorme entre o número de mulheres e homens que querem algo sério. E a verdade é que muitas mulheres entram no jogo por excesso de carência, insegurança, vaidade...", resume Carolina, que criou uma comunidade no orkut chamada "Canalha não pode ter orkut". "A idéia veio numa conversa com uma amiga, que tinha acabado de passar por um perrengue com um ex-namorado canalha. A intenção é fazer um misto de espaço de desabafo e debate, como um serviço de utilidade pública bem-humorado", diz ela, que acredita que há outras maneiras, além da internet, de se identificar e se proteger dos canalhas. "Dá pra sentir pela postura do cara. Eu entendo que chamar de ‘linda' e pagar o jantar (cinema, night, motel ou o que for) não quer dizer que o cara está a fim. Isso é o básico que se faz pra pegar uma mulher", diz ela.

Charme, bom papo, senso de humor e... aquela pegada. Todas essas são características que fazem com que os canalhas sempre atinjam seu objetivo: deixar as mulheres louquinhas da silva por eles. "Um canalha sabe tratar uma mulher, pelo menos por uma noite. É isso mexe com a imaginação, com o tesão. É gostoso, é bom ficar ao lado de um homem que sabe o que faz.", comenta a advogada Kelly Mayrink.

A médica Juliana Frota tem uma teoria sobre a espécie: para ela os canalhas são oportunistas, sabem em quem investir, percebem onde vão se criar. "Pode reparar o canalha nunca engana uma, engana 10, 20. Todas caem na lábia dele. Acho que esse tipo de homem sabe escolher bem as mulheres e tem a noção exata do que falar e fazer para conquistar. Eles se dão bem em cima da carência", opina.

Defeito deles ou problema delas?

Segundo a psicóloga Mariana Mattos, os homens que estamos chamando de "canalhas" são pessoas sedutoras, que levam as outras na conversa, não só no relacionamento amoroso como em qualquer situação. "Como eles são manipuladores, conseguem levar as mulheres no papo. Elas, mesmo sabendo da fama, acreditam que com elas vai ser diferente e têm a esperança de redimi-los", afirma a psicóloga, explicando também que a mulher arranja desculpas para o passado do homem por quem se apaixonou e ainda vê um erro do presente como algo isolado, quando a realidade pode se mostrar bem diferente.

A boa notícia é que a psicóloga afirma que um canalha pode deixar, sim, a sem-vergonhice para trás. "O seu humano se modifica, com a idade, a maturidade, as circunstâncias da vida e até por um grande amor", enumera, ressaltando que não existe nem mocinha nem vilão nessa história. "Para cada canalha tem uma mulher que permite que ele aja de uma determinada forma com ela, de modo que cada um tem a sua parcela de responsabilidade", explica, acrescentando que um canalha pode ser uma ótima companhia para uma relação sem um envolvimento mais sério. "Até nós, mulheres, somos canalhas de vez em quando", finaliza.

Canalhas: charme irresistível?

japinha16 — 17-04-2008 GTM 1 @ 02:45

1200358771_f.jpgVocê chega na boate e logo repara em um homem de tirar o fôlego: barba por fazer, olhar penetrante, cara de homem de verdade. Chegando mais perto, ele é dono de uma lábia incrível, envolvente, seguro de si e capaz de te conquistar em meia dúzia de beijos. Ficar com ele é, sem duvida, uma maravilha: ele tem pegada, te tira do sério, te leva ao céu. Antes e durante, ele é nota mil. Depois, você descobre que ele é um canalha, cachorro, safado, sem-vergonha! Ele não liga no dia seguinte e/ou sai com uma menina diferente por noite e/ou some do mapa. Já viu esse filme? Pois é. Com certeza, 99,99% de vocês balançaram afirmativamente a cabeça. Mas a pergunta que não quer calar é: o que os canalhas têm para envolver tantas mulheres?

Uma amiga minha, de 32 anos, diz que os canalhas são atraentes não só pelo visual que têm, como também pela virilidade que deixam no ar. "Eu gosto de homem com cara de homem! Com traços fortes e marcantes... Ou seja, ele não pode ter rostinho de bebê nem de modelo. O cara canalha tem um certo olhar ou sorriso misterioso, cínico, debochado", explica ela, tecendo o perfil não só na aparência mas também na personalidade. "É aquele homem conquistador, que faz a mulher acreditar que ele está verdadeiramente apaixonado e, de repente, seus atos passam a não condizer com a sua fala. Então, ele some, desaparece, não dá satisfação, é desleal, infiel", comenta Aline, acrescentando ainda que os canalhas passam a sensação de homens seguros, decididos e protetores. "Só que as aparências enganam.. e muito!", diz.

srrs ciumento...e patético srsrsrsr

japinha16 — 17-04-2008 GTM 1 @ 02:10

Patético...Patético...Patético...Eles terminam com agente e ainda assim se acham no direito de perguntar 'ta namorando?" rsrs e quando vc pergunta pq? Ele diz que não é nada só curiosidade! Agora isso faz sentido? Hoje eu coloquei a seguinte frase no meu msn Adorooo vc daquele jeito bem especial!!Beijos... Vcs acreditam que o meu ex me perguntou:"essa mensagem é para mim ?Por que se não for eu vou ficar com ciumes!" eu disse q ele n tem mais nada haver com a minha vida e q é para outro cara sim e que é uma pessoa muito especial na minha vida nesse momento.Ele ficou uns 2min calado e disse "Eu ainda amo vc" eu fiquei sem graça pq eu também gosto dele um pouco mais não como antes...eu dei risada e disse:Vc é patético! Terminou comigo a 3 mêses dizendo que era a melhor coisa a se fazer,agora diz que me ama! Vc é louco? Agora quem n quer nada com vc sou eu ! Ele ficou assustado com a resposta rude contrária da q eu sempre dava.
Sabe oq eu conclui? Que ele só falou aquilo pq eu disse q estou curtindo outra pessoa e que n existe amor nenhum só insegurança.Ele final mente percebeu que a princesinha,bonequinha,lindinha(essa era uma das formas que ele me chamava)sabe dizer OI e sabe dizer TCHAU!
Mas que foi prazeroso dar um fora nele foi...rsrsrs afinal quem é que não gosta de dar uma pisadinha no homem que já pisou em vc...?Mas tem um probleminha...eu ainda gosto dele srsr mesmo depois de 3 mêses!Mais receber outro fora isso eu não vou nunca mais!

Beleza!

japinha16 — 15-04-2008 GTM 1 @ 22:54

oioi meninas !Próximo tema será beleza! O nosso preferido! Vou trazer alguns estilos bem diferentes de roupas ok?Bjooo

Entre amigas...

japinha16 — 15-04-2008 GTM 1 @ 22:52

outro dia, saí com três amigas. E você deve estar se perguntando: e daí? O que é que tem de mais nisso? Nada de mais. Sair com as amigas é o programa mais comum, mais corriqueiro, menos original que existe. Talvez por isso seja tão subestimado. Achamos o máximo sair com um homem que nos interesse – o paquera, o ficante, o namorado, o marido. A gente capricha na produção do visual, tenta não se atrasar, planeja o encontro, cerca de expectativas. Quando saímos com as amigas, não. É tudo mais casual, mais relaxado, na base do programinha descompromissado, que nada promete em matéria de grandes emoções. Talvez por isso seja tão prazeroso.

Nesse dia em que nós quatro saímos, passamos umas três horas tomando vinho, saboreando os melhores tira-gostos, falando de viagens, livros, homens, planos, sonhos e todas aquelas bobagens que nós, mulheres, amamos e que nenhum homem tem paciência de escutar. Rimos muito, conversamos sem medir as palavras e voltamos felizes pras nossas casas. Antes de dormir, fiquei pensando em como é bom fazer programas assim: indo direto do trabalho, sem trocar de roupa, sem fazer escova, sem criar expectativas românticas, sem ter que falar coisas que impressionem ou agir de forma pensada. Acho que encontros assim são terapêuticos. A gente se descontrai, se ajuda, uma dá o conselho que nos faltava, a outra diz aquela frase que a gente precisava ouvir, a terceira nos faz rir como há muito tempo não ríamos. Fale a verdade: quando você sai no “formato casal”, costuma ser assim?

Acho que na agenda feminina, cada vez mais cheia, não pode faltar espaço pra esses encontros com as amigas. Se o namorado não gosta, repense o namoro. Se o marido implica, reveja as bases do casamento. Tem conversa que só acontece com as amigas. Olhares que só elas traduzem. Brincadeiras que só elas entendem. Lembranças que fazem parte do mesmo passado. Abrir mão do prazer de compartilhar essas coisas é viver de forma incompleta. A vida fica mais pobre e, definitivamente, muito mais sem-graça.

Eles se acham!

japinha16 — 15-04-2008 GTM 1 @ 22:44

homens...
Eles afirmam que são mais inteligentes. QI ou excesso de confiança?

Quem é mais inteligente: o homem ou a mulher? Difícil responder sem tomar partido ou puxar a sardinha para o nosso lado né?Mas há muito tempo que a idéia de que as pessoas do sexo masculino têm um QI mais elevado do que as do sexo feminino vem sendo disseminada por aí. Será que é verdade mesmo, ou é apenas uma crença baseada em "achismos"?

De acordo com um estudo desenvolvido pelo psicólogo britânico Adrian Frunham, essa teoria é furada. A pesquisa feita em vários países para avaliar as diferenças entre os coeficientes de inteligência (QI) de homens e mulheres chegou à conclusão de que eles não são "mais inteligentes", mas apenas possuem mais autoconfiança que elas.

Fazendo uma auto-análise, as mulheres geralmente tendem a dar notas mais baixas para o seu nível de inteligência, subestimando a própria capacidade mental, enquanto os homens se superestimam, achando-se mais brilhantes.

De fato, os testes mostraram certa diferença entre os QI, apontando, na média, uma ligeira vantagem para eles. Mas o pesquisador ressalta que a distância entre esses índices não é relevante e colocam os dois sexos no mesmo nível de inteligência. Para o britânico, homens e mulheres só se diferem nas habilidades ao desenvolver algumas áreas do intelecto de formas distintas.

Notícia da BBC Brasil

Beijoooosss tow aproveitando o tempo e atualizando bastante!

Minha franja me odeia!!

japinha16 — 15-04-2008 GTM 1 @ 22:39

franjas problemáticas!!!leila_franja.jpg

Poucas coisas tiram tanto uma mulher do sério quando uma franja indisciplinada – aquela franja que se recusa a colaborar. Luto com a minha há décadas e nunca consegui olhar pro espelho e dizer “Minha franja ficou ótima hoje!”. Não em casa. Pra ficar ótima, ela tem que freqüentar os melhores salões. Haja tempo e haja dinheiro. Você atravessa a cidade, enfrenta um mega-congestionamento, gasta uma nota e sai até feliz do salão, mas dali a pouco, bem perto da hora do seu compromisso, começa a chover ou o calor aumenta e você começa a suar. Resultado: a franja que o cabeleireiro domou volta a ser a franja que você tem dentro de casa: anelada, arrepiada, completamente anti-social. Aí não adianta a roupa linda ou a sandália fabulosa. Uma franja fora de controle tem o poder de liquidar com o resto do look. Ela demole o visual.

Às vezes sinto que a minha me detesta. Chego a conversar com ela no espelho, peço que coopere, explico a importância da ocasião. Em vão. Ela faz o que quer e quando quer. Não há escova progressiva, gel, mousse, spray ou pomada que a faça mudar de idéia. Acho que vai ser assim sempre. Vou estar velhinha, grisalha e ainda dando puxões na minha franja. É meu carma e carma não se escolhe - cumpre-se. Torcendo, claro, pra que nunca falte o dinheiro do salão rsrsrs
nossa coitado do meu pai!

Do amor ao ódio!

japinha16 — 15-04-2008 GTM 1 @ 22:29

dois lados da mesma moedaPocahontas 18:26 15 de abril

A moeda é a mesma: intensa, valiosa, disputada, perigosa. De um lado dela, o amor desmedido, apegado, arrebatado e cheio de expectativas. Do outro, o ódio, a decepção, a incompreensão. Às vezes, basta muito pouco para as faces girarem e, o que antes era felicidade e realização, se transforma em rancor, num sentimento amargo e mal resolvido, que prende ao passado. Entre traições, mentiras e ilusões alimentadas, nenhum final pode ser tão infeliz para um amor do que vertê-lo em ódio.

A prática e a manutenção da raiva é uma tarefa dura, estressante e ingrata. Mas, convenhamos, em certos momentos é quase impossível não sei deixar tomar por ela. Que o diga a professora Silvana Anamajás, 38 anos. Há dez anos, então casada há três, ela flagrou o marido e uma ex-colega sua de faculdade, juntos, na sua própria cama. "Eu não acreditava no que eu via. Eu tinha completa confiança nele, jamais me imaginaria numa situação tão humilhante quanto aquela e, mais ainda, que ele fosse me proporcionar isso. Julgava-o uma pessoa maravilhosa. A partir daí, fui descobrindo milhares de mentiras dele, milhares de vezes que ele me traiu, com meus amigos sabendo e tudo aquilo me expondo ao ridículo. Mas o pior foi ver aquilo na minha própria cama, na minha casa. Me descontrolei por completo naquele momento, chorei, gritei, coloquei os dois para fora como uma louca. Ficou uma ferida imensa aberta no meu coração", conta ela.

Os dois pouco se viram desde então. A separação foi providenciada por intermédio dos advogados e Silvana jamais atendeu a qualquer telefonema ou chamado do ex-marido. "Não tem o que justificar. Não quero ouvir a voz dele, não quero vê-lo saber que existe", afirma a professora, mesmo dez anos depois do ocorrido. "Não tem muito tempo, nos encontramos num evento, uma palestra. A simples presença dele me fez mal, me voltou à tona uma série de coisas que eu acreditava estar sublimando. Mas foi muita decepção, muita mentira. Sei que ainda carrego no coração ódio por ele. E isso é muito ruim, é um sentimento negativo, relacionado a uma pessoa negativa. Quero conseguir apagar isso da minha vida definitivamente", desabafa.

Foi traição também o que fez a roteirista Laís Amadeu, 29, ser tomada de ódio pelo ex-namorado, por quem nutria uma paixão avassaladora. "Nós namorávamos há quatro anos, não era um desconhecido. Quer dizer, era, porque eu achava que ele era uma coisa, mas na verdade, mostrou-se outra", comenta. Laís descobriu, por acaso, segundo ela, pelos e-mails do rapaz, que ele vinha tendo um caso com uma ex-namorada. Munida de provas, ela foi tomar satisfações. "Ele admitiu os encontros, mas ficou indignado por eu ter invadido a privacidade dele. Saiu esbravejando. Discutimos muito feio e nos separamos", conta. Mas o pior, ficou para depois. "Ele tinha feito uma dívida no meu cartão de crédito de três ternos que ele havia comprado. Fui atrás dele para que pagasse, mas ele não se dignou sequer a me atender. Sabia o que era, claro. Ainda mandou um recado dizendo que aquele era o preço que eu devia pagar por não conhecer meus limites, por invadir a privacidade dele. Fico me peguntando como uma pessoa que um dia me fez tão feliz, ser um pilantra tão descarado na realidade", lamenta-se ela, que pagou as dívidas sozinha, para não ficar com o nome sujo na praça.

Hoje, não olho mais na cara dele. Tenho que encontrá-lo toda semana na empresa, e isso me atormenta muito. Me sinto um lixo quando estou na presença dele

O amor incompreendido ou não correspondido também pode virar uma ferida, que vai se abrindo até tornar-se difícil de cicatrizar. É o que aconteceu com a advogada Paula Ferreira, 26. Apaixonada por um colega de trabalho, com quem engatou um breve romance sem nenhum desdobramento, ela sentiu-se iludida e desprezada. "Ele não teve nenhuma consideração pelo que eu sentia, não foi nem um pouco responsável pelo que cativou em mim. Passamos juntos uma semana, em que ele me deixou nas nuvens, apaixonada. Mas de um dia pro outro esfriou e não teve nem o respeito de me chamar para uma conversa. Hoje, não olho mais na cara dele. Tenho que encontrá-lo toda semana na empresa, e isso me atormenta muito. Me sinto um lixo quando estou na presença dele", confessa Paula.

O ódio é a expressão negativa do amor, segundo a psicóloga e terapeuta de casais Margareth Labate. "São, de certa maneira, muito parecidos, faces da mesma moeda, porque se nutrem da existência do outro", comenta. Sobre o caso específico de Paula Ferreira, Margareth acrescenta que só existe a raiva porque há um amor sem canalização. "Ela precisa estar atenta ao excesso de expectativas que ela deposita nas relações. O rapaz pode não ter agido corretamente com ela, mas não é disso que ela tem raiva. Ele também tem as suas razões para não ter dado cata ao relacionamento, não queria, não estava mais afim. O problema aí é a rejeição, a indiferença, que ele parece ter por ela. E essa sim, é pior do que o ódio. Se ele a detestasse, a questão fosse talvez, teoricamente, mais simples", acrescenta.

Despir o amor de sacrifícios é a melhor forma de mantê-lo longe de cobranças negativas e, conseqüentemente, de expectativas exageradas e prováveis decepções. "É preciso resgatar o essencial desse sentimento que é a incondicionalidade. É dar o amor sem quantificá-lo para transformá-lo em dívida, imaginando o que virá em troca de tal esforço. É claro que decepções, mentiras e traições são coisas amargas e justificam perfeitamente o surgimento de sentimentos negativos. Mas, nutri-los, não leva a absolutamente nada. É honesto vivê-los, consumá-los, mas sempre com o objetivo de afastá-los para manter a mente e o coração limpos e livres", diz Margareth. Só assim é possível amar nova e verdadeiramente.

Espero que vcs estejam gostando das minhas redações!Beijinhos a todos!!

Primeiros beijos...

japinha16 — 15-04-2008 GTM 1 @ 22:23

casal complicado viu...casal complicado viu...Quem nunca ficou olhando o casal da mesa ao lado?

Primeiros beijos
Quem nunca ficou observando os beijos do casal da mesa ao lado?

Na mesa ao lado, o rapaz vê o futuro dentro dos olhos da menina. Puxa as pontas dos seus cachos. Entrelaça seus dedos nos dela. Aperta. Respira fundo em seu cangote, que é para decorar o perfume. Derruba a tulipa na mesa e pede desculpas. A menina gosta. Entende o nervosismo do rapaz, já que seu coração está também em descompasso só por bater diante dele. A menina acredita que dessa vez é pra valer. O novo casal promete. Projeta. Ri da piada do outro. Vê charme na sobrancelha desalinhada, no quebrado do dente e na palavra fora de hora.

Com os primeiros beijos, a competição é dura. A língua macia da menina escorrega entre os lábios grossos do rapaz pela primeira vez - gosto de hortelã e arrepios. Como os primeiros, ah, é difícil. Dizem que é feliz o casal que tem primeiros beijos depois de muitos, depois de uma briga, depois de uma bebedeira, depois de um bebê, depois de uma noite inteira abraçados, depois de um dia como outro qualquer.

Ela quer mostrar o que tem de melhor, o melhor ângulo do decote, ela quer ser linda - quem não quer? - e ser envolvida por um ar de mistério

Da mesa ao lado, voyeur - quem não é?, analiso a linguagem corporal do novo casal em seus primeiros beijos. Ela apóia os cotovelos sobre a mesa, aponta o queixo na altura do peito dele, que, mesmo tenso, quer fingir naturalidade e faz que lê o cardápio. Até que beijo, mais beijo. Além da boca, beijos pescoço abaixo, e mordidas na orelha - segredos que eu queria ouvir, mas da mesa ao lado, não escuto.

Imagino-o dizer essas falas do primeiro encontro, essas que pegam bem, que já foram ditas em vários outros primeiros encontros e costumam causar boa impressão, como jurar que mulher grávida é a coisa mais linda. Ou trazer à tona um caso de infância, uma historinha de criança, uma travessura. Para arrematar, ele mostra uma cicatriz no queixo, fina, discreta. Ela custa a enxergar. E acha, tem certeza de que nasceu para ele.

Ela não fala muito. Quer contar toda a sua biografia, mas cala. Passa o dedo no copo, passa a mão no cabelo, depois suspira. E quando ele pergunta se está tudo bem, quando reclama que ela fala pouco, ela tem vontade de gargalhar, mas dá um riso de canto.

Na mesa ao lado, o novo casal vê um show junto pela primeira vez. Ainda não firmou protocolo, não sabe quem fica atrás ou na frente, quem pede a bebida, quem brinda, que brinde, quem toma a iniciativa do primeiro beijo, quem fecha o beijo primeiro, quem está mais interessado, quem já entregou os pontos.

O novo casal quer ganhar intimidade mas, que sorte, ainda não tem nenhuma.

Ela quer mostrar o que tem de melhor, o melhor ângulo do decote, ela quer ser linda - quem não quer? - e ser envolvida por um ar de mistério. Ela só usa calcinha de renda, não tem dor de cabeça, não atrasa, não cobra, não é chata nunca, não pede para colocar o lixo pra fora, não pede para ir embora.

Ele, ele é carinhoso, ele é capaz de entender seus medos, ele levanta de madrugada para buscar-lhe um copo d'água. Nos primeiros beijos, ele esconde os defeitos debaixo do tapete - quem não? Ele deixa que ela escolha o canal, ele faz cafuné sem que ela tenha que pedir, ele não tem ex-namorada, ele não tem olhos para ninguém mais - nem me vê, na mesa ao lado.

Mas eu percebo quando, na hora do bis, o novo casal tem seu primeiro desentendimento. De onde estou, não consigo identificar o motivo. Talvez não haja motivo, porque casal, para sê-lo, tem que brigar vez ou outra, tem que brigar a primeira vez que é pra botar as cartas na mesa, que é para ver e mostrar quem é quem. Ele não sabe se ela grita. Ela não sabe se ele xinga. Se mente. Se ela chora. Se ele manipula. Se vale mesmo a pena. Eu também não sei. Mas percebo que ela emburra. E ele balança a perna esquerda, de raiva. E as mãos se soltam, e os ombros da menina viram para o chão. E o rapaz enfim me vê, na mesa ao lado. E parece que aqueles primeiros beijos foram também os últimos.

Meninas...

japinha16 — 15-04-2008 GTM 1 @ 22:15

quero mais é curtir!